Arquivos da categoria: Protocolos

Cisco_CCNA

CCNA: OSPF Básico

Hello, Estude CCNA’s.

Para você que está em busca de resumos rápidos sobre OSPF aqui listamos algumas informações que você deve saber sobre o protocolo de roteamento dinâmico OSPF.

OSPF – O básico que você deve saber:

  • O protocolo OSPF é um protocolo de roteamento link-state;
  • O OSPF é um protocolo de roteamento classless (ou seja aceita VLSM), aceita também CIDR;
  • O OSPF suporta autenticação;
  • O OSPF tem uma distância administrativa padrão de 110;
  • Métrica do OSPF – A RFC 2328 não especifica quais valores devem ser utilizados para determinar o custo. O Cisco IOS utiliza as larguras de banda cumulativas das interfaces de saída do roteador para a rede de destino como o valor de custo.
  • OSPF usa endereços de  multicast: 224.0.0.5 ou 224.0.0.6 para encaminhar pacotes de inundação.  Se o pacote OSPF for encapsulado em um quadro ethernet, o endereço MAC de destino também será um endereço multicast: 01-00-5E-00-00-05 ou 01-00-5E-00-00-06;
  • O OSPF define cinco tipos de rede:

Ponto-a-ponto

Multiacesso com broadcast

Rede sem broadcast multiacesso (NBMA)

Ponto-a-multiponto

Links virtuais

  • O OSPF utiliza 5 tipos de pacotes diferentes para trocar informações entre si:

– Hello – Os pacotes Hello são utilizados para estabelecer e manter a adjacência com outros roteadores OSPF;

– DBD – O pacote de Descrição de Bancos de Dados (DBD) contém uma lista abreviada do banco de dados link-state do roteador que o está enviando, os roteadores que o recebem comparam com o banco de dados link-state local;

– LSR – Os roteadores que recebem podem solicitar mais informações sobre qualquer entrada no DBD enviando uma Requisição Link-State (LSR);

– LSU – Os pacotes de Atualização Link-State (LSU) são utilizados para responder às LSRs, bem como anunciar novas informações. Os LSUs contêm sete tipos diferentes de Anúncios Link-State (LSAs). Os LSUs e os LSAs são brevemente discutidos em um tópico posterior;

– LSAck – Quando um LSU é recebido, o roteador envia um Link-State Acknowledgement (LSAck) para confirmar o recebimento do LSU;

- Comandos de verificação OSPF

# show ip protocols

# show ip ospf neighbor

# show ip ospf

# show ip ospf interface

# show ip  route

#show ip route ospf

Caso você tenha outro material interessante e queira compartilhar conosco deixe seu comentário aqui.

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Abraços,
EstudeCCNA

 

 

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CCNA: Vídeo divertido sobre o protocolo OSPF

Hello, Estude CCNA’s. 

Você está estudando para a certificação da CISCO CCNA ou qualquer outra que precise de informações sobre o protocolo OSPF, já leu o máximo de informações possíveis e quer aquele momento de descontração que tal dar uma olhadinha nesse vídeo.

O vídeo traz informações sobre o OSPF de forma divertida.

 

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DICA: Spanning Tree Protocol – Animação

Olá, Estude CCNA’s.

Ainda com dúvidas sobre o funcionamento do protocolo Spanning Tree que tal uma animação para te ajudar a entender o processo de eleição da Bridge Raiz, etc:

http://www.cisco.com/warp/public/473/spanning_tree1.swf

 

Clique na imagem para visualizar

 

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Cisco_CCNA

Dica: Material sobre VTP, ACL e Endereçamento IP e VLSM

Hello, Estude CCNA’s.

Segue dica de links da própria CISCO para ajudar nos estudos! O material está em inglês, mas é possível compreender:

Apresentação em flash sobre os modos do VTP

http://www.cisco.com/warp/public/473/vtp_flash/

Entenda o endereçamento IP e VLSM

http://www.cisco.com/en/US/tech/tk365/technologies_tech_note09186a00800a67f5.shtml

Saiba mais sobre ACL , vale a pena conferir

http://www.cisco.com/en/US/products/sw/secursw/ps1018/products_tech_note09186a00800a5b9a.shtml

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Estude CCNA
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Como a Internet funciona?

Hello, Estude CCNA’s.

Sempre bate aquela curiosidade em saber como a internet funciona e a maneira mais fácil de entender é buscando informações aqui, pra isso nós do blog buscamos as informações pra você e em troca você compartilha com seus amigos, família e com todos que você desejar é de graça.
Então aqui vão alguns links com texto e vídeo que vão lhe ajudar a entender o que é a internet e como ela funciona, e o mais legal sem tanto “tecniques”.
Vale a pena conferir, pois pode ser pedido a você uma definição em uma entrevista de emprego, em uma redação, então pense com carinho, sempre é útil conferir mesmo que você já saiba do assunto ok!
Se tiver algum outro link legal sobre o assunto compartilhe conosco nos comentários.

Link favoritos:

http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2011/07/como-internet-chega-na-sua-casa.html
 

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Fabiana Claro – EstudeCCNA
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Interpretação dos Resultados do Ping por Blog Lab Cisco

Em busca de material para ajudar os estudantes do nosso site encontrei esse post do  Blog Lab Cisco sobre Interpretação dos Resultados do Ping e, gostaria de sugerir a leitura. Trata-se de um tema obrigatório para estudantes de redes.

Site recomendadíssimo, vale a pena conferir!

Interpretação dos Resultados do Ping por Blog Lab Cisco

” Existem várias ferramentas de monitoramento de redes no mercado, sendo que todas elas, de alguma forma, retornam algumas métricas importantes de desempenho em redes, tais como: vazão em bps, latência (atraso), jitter (variação da latência no tempo), etc. A mais comum de todas essas ferramentas e que certamente faz parte da vida cotidiana de TODO profissional de redes é o “bom e velho” ping – presente em praticamente todas as caixas e sistemas operacionais!

Leia mais em

http://labcisco.blogspot.com.br/2013/05/interpretacao-dos-resultados-do-ping.html

 

 

Índice

ll Semana da Infraestrutura da Internet no Brasil

Na semana de 3 a 8 de Dezembro de 2012 haverá a II Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil na cidade de São Paulo.

O Evento é gratuito e contará com diversas palestras indispensáveis para quem estuda ou trabalha na área. Recomendamos!

Maiores informações e inscrições no site do NIC BR

http://nic.br/semanainfrabr/

Cronograma:

PTT Fórum 6: encontro dos Sistemas Autônomos de Internet no Brasil

Dias 3 e 4 de Dezembro
Evento dedicado exclusivamente aos provedores de conectividade, com objetivo de discutir os problemas da infraestrutura da Internet no Brasil e suas possíveis soluções.

III Fórum Brasileiro de Implementadores de IPv6

Dias 5 (período da tarde) e 6 de dezembro
Terceira edição do evento, com o objetivo de apresentar os andamentos das ações de implementação do novo protocolo e suas adaptações tanto no Brasil como em âmbito mundial.

GTER 34 /GTS 20

Dias 7 e 8 de dezembro
A Internet somente atingiu o atual estágio de desenvolvimento por contar basicamente com a troca de boas práticas entre seus interessados. O Grupo de Trabalho de Engenharia e Operação de Redes (GTER) e o Grupo de Trabalho em Segurança de Redes (GTS) se reúnem desde 1994 e 2003, respectivamente, para promover esse tipo de interação.

ION Conference ( Internet Society )

Dia 5 de dezembro, período da manhã

ION Conferences traz engenheiros de redes e especialistas de mercado para juntos discutirem as tecnologias emergentes incluindo IPv6 e DNSSEC.  Quem já adotou fornecerá informações valiosas sobre suas próprias experiências trazendo aos participantes de forma rápida os novos padrões que emergem do IETF. Este evento permitirá que os operadores de rede fiquem à frente para compreender e implementar as novas tecnologias da Internet, além de apresentar uma oportunidade única para discutir o futuro da Internet com pessoas que participam da sua construção. Mais do que uma simples série de palestras, o evento ION proporciona interação pessoal com especialistas de mercado para que você saia deste evento com as respostas que você precisa para implantar novos padrões e tecnologias nas suas próprias redes.

Ps:  Dica Enviada pela colaboradora do grupo Estude CCNA Taiane dos Santos

Ensinar

Webinar em Português sobre BGP

Descrição da sessão: Através deste Webex o instrutor saberá como configurar o protocolo de roteamento BGP, como ele é usado por grandes sistemas autônomos e qual a sua ligação com os protocolos de roteamento internos, como OSPF.

Mini currículo do instrutor: Rafael Righi tem experiência em redes de computadores, segurança da informação e telecomunicações. Atualmente, ele trabalha na Suntech para consultoria, R & D e desenvolvimento de novos negócios em segurança da informação (ISS) e as áreas de gerenciamento de rede (OSS). Trabalhou na Oi Telecom na equipe de Arquitetura de Tecnologia (GTEC), ajudando a construir as regras e instruções para a área de dados IP, sendo responsável por questões de organização, tais como a topologia da rede, homologação de equipamentos, estratégias de roteamento e entrada de novos recursos para a rede backbone. Ele também tem experiência como instrutor do programa Cisco Networking Academy para o curso CCNP (Route, Switch e Tshoot).

Data e hora: 27 de março as 17:30 horas

URL Inscrição: https://cisco.webex.com/ciscosales-sp/onstage/g.php?t=a&d=203503620

Informação compartilhada pelo Edson através do grupo Estude CCNA

snmp

Protocolo SNMP

Fala pessoal, ando sumido por aqui né, estou passando para deixar uma dica.

O portal CooperaTI fez uma postagem sobre o o protocolo SNMP, material bem legal que vale a conferir.

E para quem curte ambientes Windows e Linux o portal é uma ótima referência.

Link para o post: http://cooperati.com.br/2011/09/20/o-protocolo-snmp/

Abraços e bons estudos ;)

livro

As Camadas do Modelo OSI + Analogia dos correios

Explicação das camadas do modelo OSI enviada pelo Túlio Montes –  Grupo EstudeCCNA –  para melhor entendimento. O material traz através de um exemplo prático o método de trabalho realizado pelos Correios. Tenho certeza que após a leitura ficará bem claro como funciona a comunicação entre os pc’s.

Este exemplo foi retirado do Livro Universidade Hacker, Editora Digerati.

O Modelo OSI

Podemos dizer que o modelo de referência OSI(Open Systems Interconnection) nasceu da necessidade de criar um protocolo que conseguisse se comunicar entre redes diferentes. As redes antigas de computadores possuíam protocolos proprietários. Se a empresa X implantasse uma rede, esta só poderia se comunicar e ser expandida com outras redes e equipamentos construídos pela mesma empresa. A tecnologia utilizada era de conhecimento de apenas um fabricante, não era possível adquirir o hardware com uma empresa e instalar a rede com outra. Os clientes ficavam de mãos atadas, pois não havia concorrência e nem sempre o fabricante propor- cionava a melhor solução. Como o próprio nome diz, o OSI é um modelo de referência, não um protocolo. Vamos tentar ilustrar de uma maneira bem simples: pense num processador de textos. O Microsoft Word, por exemplo. Existem diversos modelos de documentos (chamados templates) a partir dos quais podemos criar nossas próprias cartas, folhas de. rosto de fax ou memorandos. Imagine o modelo de referência OSI como um template para criar protocolos de rede. Fácil, não?
O modelo foi desenvolvido pela ISO (lntemational Standards Organization), e tornou-se um padrão para que os fabricantes passassem a desenvolver seus protocolos a partir desse modelo. Ainda assim, você pode notar que os protocolos existentes não seguem à risca essas especificações, alguns por serem mais antigos que elas, outros por atingirem a objetivos técnicos específicos, e uns poucos por pura arrogância corporativa.

Camadas

o modelo OSI é formado por sete camadas, cada uma com uma função diferente. As camadas criam um envelope com os dados da camada superior, incluemseus próprios cabeçalhos e entregam isso para a camada imediatamente inferior. Quando o pacote chega na camada de nível mais baixo, está pronto para ser transmitido. As camadas são organizadas segundo este modelo:

 

Quando um pacote é enviado de um dispositivo que segue o modelo OSI para outro, as camadas do remetente se comunicam apenas com as camadas correspondentes no receptor. Isso significa que as camadas identificam os cabeçalhos equivalentes que foram incluídos no processo de encapsulamento,fazendo assim com que o próximo nível não precise lidar com as informações dos níveis anteriores. Trocando em miúdos, a camada 4 não tem a mínima idéia do que as camadas 3,2 e 1 fazem com os dados. Tudo o que ela sabe é que fez um envelope e o entregou à camada 3. Lá no outro lado da conexão, no receptor, a camada 3 entregará o envelope fechado para que a camada 4 abra. Podem ter havido mudanças de protocolo nas camadas inferiores, fragmentação de pacotes, troca de ordem, não importa. A camada 4 só quer saber o que está em seu envelope. Isso vale para todas as camadas e toma o funcionamento de cada uma independente das outras.

Como dissemos, cada camada possui uma função específica. Se tomarmos como ponto de partida que cada uma delas representa, na realidade, algum software que desempenha as funções descritas (com exceção da camada 1, que é implementação de hardware), veremos que o modelo proposto, em vez de ser abstrato, é até bem palpável.

7 – Camada de Aplicação

A camada de aplicação é, como o nome já diz, o próprio aplicativo. Em outras palavras, é o programa que você está usando. Por exemplo, seu navegador Web está na camada de aplicação, e fala diretamente com o servidor Web que está lá na outra ponta da conexão. Há, portanto, uma “conversa a dois” entre os programas. Não é, verdadeiramente, parte da rede. Do contrário, essa camada representa todos os programas que querem acessar a rede e não sabem como fazê-Io. A única forma de os programas que usamos conseguirem se comunicar com outros programas em outras máquinas é “falando” com a camada 6.

6 – Camada de Apresentação

Chamada, por muitos, de “a camada sem função” ou “a camada inútil”. Na teoria, serve para preparar os dados no domínio local e colocá-Ios em um formato compatível com procedimentos de transporte. No caminho inverso, padroniza os diferentes tipos de dados de uma forma que qualquer aplicação possa ser escrita para usar a rede, independente das implementações das cinco camadas inferiores. Dois exemplos de serviços executados nessa camada são a criptografia e a compressão de dados. Na prática, essa função é trivial e é implementada na própria aplicação.

5 – Camada de Sessão

A camada de sessão é responsável pelo estabelecimento de conexão entre dois computadores que estão se comunicando. Ela controla o diálogo entre as aplicações nos sistemas local e remoto. Também é possível agrupar dados em blocos e marcá-Ios depois de enviados. Caso haja uma interrupção na conexão,a próxima sessão poderá recomeçar a partir do fun do último bloco enviado.

4 – Camadade Transporte

A camada de transporte fornece meios para que os nós local e remoto possam trocar dados. Usando uma analogia um pouco imprecisa, os programas da camada 4 montam um “cano” entre a camada 5 local e a camada 5 remota. Se os softwares de camada 5 de ambas as máquinas olharem pelo cano, verão, do outro lado, seu companheiro. É através desse encanamento disponibilizado pela camada 5 que toda a “mágica” das camadas anteriores acontece.

3 – Camada de Rede

Até agora, estávamos no âmbito exclusivo do software. As camadas anteriores comunicam-se diretamente com o programa correspondente das máquinas remotas. A camada 3, por outro lado, conhece a topologia e a distribuição da rede e sabe como encontrar uma máquina em especial no meio da selva de endereços e caminhos. A camada de rede não é orientada à conexão como a camada de transporte. Os pacotes são enviados sem que se saiba se vão chegar ou não. Como a conexão é estabelecida na camada imediatamente superior (que, por sinal, está encapsulada nesta), isso não chega a ser um problema.

2 – Camada de Enlace

A camada de enlace é responsável pela comunicação direta entre duas interfaces numa mesma rede. Não tem conhecimento de outras redes além da sua função da camada superior. Por outro lado, é a camada que, na rede de origem e na de destino, efetivamente recolhe e entrega o pacote à interface de rede correta. Controle e detecção de erros fazem parte de sua função.

1 – Camada Física

Como o próprio nome indica, é a responsável pelo envio dos quadros para omeio fisico. A conversão é feita a partir dos Ose ls do quadro (sistema binário) e adaptada para o meio, no caso de um meio elétrico, são transformados  em sinais elétricos, num meio ótico, sinais luminosos e assim por diante.

Um exemplo prático utilizando os Correios

Para entender melhor, uma pequena alegoria: um jogo, por correspondência,entre dois enxadristas, um em Teresina e outro em Goiânia5. Os enxadristas são os usuários. O jogo em si (tabuleiro, peças e regras) é a aplicação (camada 7).

As jogadas são registradas em notação tabular (por exemplo, o movimento de um cavalo poderia ser B3C5) e escritas em folhas de papel – essa é a forma de apresentação do jogo (camada 6). Note que não basta simplesmente colocar uma papeleta no envelope com a notação da jogada. É de bom tom escrever uma carta completa, com data, saudação e assinatura, perguntar como vai a família, o trabalho, férias, etc. para que se crie um vínculo íntimo entre os dois. Mas como enviar a jogada ao outro enxadrista?

Bem, é necessário estabelecer uma sessão (camada 5) de comunicação. Em nosso caso, a requisição da sessão é representada pelos serviços da ECT. Colocamos a carta no envelope,endereçamos (não esqueça o CEP!), selamos e colocamos na caixa de correio. Do outro lado, nosso colega vai abrir a carta e estabelecer a sessão. A ECT é responsável pelo transporte de nossa carta (camada 4). Isso significa criar meios para que uma conexão entre os dois enxadristas seja estabelecida. Quando colocamos a carta na caixa de correio, esperamos que, de algum jeito, ela chegue às mãos do destinatário. Os mecanismos usados para tal não nos interessam. A ECT separa as cartas por região, depois por estado, depois por cidade , depois por logradouro. Uma vez separadas, monta pacotes de cartas destinadas a cada logradouro e os envia para lá. Utiliza-se, para tal, uma rede de vias rodoviárias, ferroviárias e aeronáuticas (camada 3) e um exército de carteiros para entregar as cartas.

Os caminhões, ônibus, aviões, motocicletas e as bolsas dos carteiros são os elementos que transportam os pacotes de cartas dentro de uma mesma rede viária. Os caminhões só andam nas estradas, os aviões só voam, os carteiros só andam nas cidades. Nenhum deles conhece os detalhes de toda a rota das cartas, sabem apenas como entregar as cartas localmente. São nossa camada 2.  Note que, caso seja preciso trocar de tipo de rede (por exemplo, sair de um avião e entrar num ônibus), nossas cartas são tratadas por funcionários dos correios que trabalham em atividades próprias da camada 3. Eles sabem mapear entre as redes. Os pilotos dos aviões, por exemplo, não entendem nada disso. Os aviões utilizam-se do ar para sustentação e navegação. Já os caminhões trafegam pela estradas. Os carteiros andam por cada lugar que mereceriam muitas medalhas (nem o vento, nem a chuva…). O ar, as estradas e os morros são nossos meios físicos, por onde é feito o transporte de tudo o que descrevemos nas camadas superiores.

Ufa! Descrevemos pelo modelo OSI, com um exemplo não-tecnológico (tanto o correio quanto o xadrez existem há milhares de anos…), um método de transporte de mensagens entre duas aplicações. Há coisas bem interessantesa se observar nesse exemplo, o que comprova todas as teorias envolvidasno modelo de referência.

Encapsulamento: A jogada foi encapsulada na notação tabular, que foi encapsulada na carta, que por sua vez foi encapsulada em um envelope, que estabeleceu uma sessão de comunicação usando os protocolos de classificação e transporte dos Correios, que envia pacotes de cartas segundo rotas específicas, que para isso trafegou em veículos que rodavam exclusivamente dentro do meio físico específico para os quais foram feitos.

Paridade: Cada uma das camadas possui um emissor e um receptor. O pessoal de classificação e envio (camada 3) “conversa” com o mesmo pessoal da outra localidade, usando os recursos da camada inferior (o caminhão, por exemplo).

Conexão: A partir da camada quatro, vemos que todos os procedimentos precisaram que o emissor e o receptor entrem em negociação. Da camada 3 para baixo, as cartas são transportadas indiscriminadamente, sem se importar se haverá alguém lá para recebê-Ias. Não chega a ser um problema: se apenas uma das camadas estabelecer um canal de conexão permanente, as outras camadas podem trafegar” connectionless”.

Independência: As camadas são completamente independentes. A camada 4 – os setores de recebimento e entrega de cartas – não precisam saber quais rotas o pessoal da camada três – os setores de redes de transporte – utilizou. Esse pessoal trata de coordenar os diferentes meios de transporte – nossa camada 2 -, mas não se preocupa com os problemas inerentes ao transporte – qual caminhão designar,combustível, motorista, problemas com greves, sindicato… Já o motorista, além de não saber por quais outros meios de transporte as cartas trafegaram, muito menos o conteúdo de cada carta individual, preocupa-se apenas em gerenciar os problemas inerentes ao seu trabalho: seguir a rota designada pelo pessoal da camada três, operando o caminhão de acordo com as leis de trânsito, desviando de /buracos, atravessando enchentes, etc. Nenhum dos enxadristas (camada 7) sequer se incomoda em conhecer qualquer uma dessas partes do processo. Para eles, o que vale é mexer o cavalo de acordo com B3C5.

Em nome do grupo EstudeCCNA agradeço a colaboração do Túlio Montes.

Até a próxima!